quinta-feira, 11 de junho de 2015

Recordações



   Há 4 anos atrás mudei de casa.
Foi uma decisão bem pensada, um desejo de renovação. Fui com o coração meio partido, lá deixei as  melhores lembranças  de uma época feliz, de uma conquista  de um sonho sonhado a dois. Mas, decidi e parti em busca de novos sonhos  num novo pouso.

     Não foi fácil, tinha planos com meu parceiro, imaginamos e planejamos grandes realizações e de repente, a vida muda tudo. Infelizmente tive que passar por isso. Senti fugindo por terra tudo que havia pensado que seria vivido  a dois por longos e longos anos. A gente  nesta vida não sabe de nada mesmo.

    E assim, dia  dia 11 de junho de 2011, mudei sozinha,  lá fui eu, levando  na minha bagagem muita esperança. Evidente  que o coração estava meio partido mas,  havia também a certeza de que estava fazendo o melhor para mim. Essa certeza ainda permanece, nunca me arrependi de ter tomado essa decisão.

     A casa é silenciosa,  fico só, nela não se ouve vozes nem barulhos,  mas tem sol, tem verde, tem paz. Cuido bem  dela, de mim e das nossas antigas plantas que vieram comigo. Ouço minhas músicas, leio meus livros, escrevo quando sinto vontade, faço tudo que escolhi para me preencher e o principal, não me tornei uma pessoa triste.Não sou queixosa e quem entra é sempre muito bem-vindo. Gosto de gente e da vida. Não me entreguei, vacilei sim, mas não cai, graças entre outras tantas coisas a minha fé.

     Me sinto como um rio,  que ora segue calmo e cristalino, outras vezes depois de uma tempestade segue  agitado,  turbulento e turvo, mas não desiste de seguir seu curso, sempre enfrente, assim sou eu. Nunca entrego os pontos.

     No meu novo pouso me sinto completa, é o meu lar, o  meu lugar, o que escolhi,o que sonhei para passar  feliz a minha vida.

     Dóra Helena
Rio, 11 de junho de 2015

segunda-feira, 8 de junho de 2015

NUANCES

Extraído do meu livro Abraçando a Vida.
Ano: 2007.


     .     Escrever para mim não é algo laborioso, não fico queimando as pestanas, não me preocupo  com a criação de uma obra literária, sei meu lugar, escrevo como se fosse simplesmente uma continuação de meus pensamentos e sentimentos. Passo o que  me ocorre no momento. 

     Na minha opinião nada é definitivo, hoje penso de um jeito, amanhã, não sei... O ser humano na medida que cresce, se transforma.Isso é maravilhoso!

     Depois  de tudo que já passei, sou uma nova pessoa, menos exigente, mais tolerante com o outro e com mais cuidado para encarar as dificuldades da vida. Agora o que mais desejo é ser feliz do jeito que der, quero apenas manter a dignidade, a sabedoria e  alcançar a paz interior, porque é  o que  considero fundamental para me sentir ajustada  no mundo e como pessoa.


     Valorizo  muito a minha casa, a  minha saúde e  tudo o que me  faz bem,    manter minha independencia em todos os sentidos faz parte da minha meta. Desejo também     curtir a vida da melhor maneira que ela puder me oferecer, do jeito que eu merecer.  A vida é cheia de nuances.

     Em princípio,  para  quem não conhece a minha história de vida, parece  até que não passei por mudanças internas, porém isso é uma questão  pessoal. É algo  nada visível ao olhar o do outro. Mas na verdade,mudei 
sim, aprendi a aceitar melhor as circunstâncias, me tornei mais espiritualizada  e agora com o amadurecimento consigo superar certas coisas, a passar por cima de situações delicadas  com  mais facilidade, compreendo melhor as falhas humanas. Antes   nada  disso, era tão simples  assim. Esperava sempre mais da vida e das pessoas. 
     
Percebo  agora que às vezes me julgam tola por não reagir  a certos desacatos, nada...  superar erros alheios se adquiri  através do aprendizado espiritual,  atualmente sou uma nova versão do que fui. Graças  à Deus e aos Mestres Espirituais!!!!

     Agora eu sei que somente com muito amor  é que podemos dar sentido e forma a nossa missão aqui na terra.É  no ato de doação  que encontramos o verdadeiro caminho da felicidade.

     Atualmente consigo viver bem  melhor comigo mesma, não me cobro tanto, faço  o que for possível, não crio expectativas ,  nem tampouco me magôo  com fato de não ser prioridade  na vida de ninguém. Foi difícil no início, mas com muito exercício  acabei superando. Essas são as nuances fundamentais que tive que experimentar, e têm sido valiosas para o meu cotidiano.

     Estou aberta para os desafios,  embora ainda não esteja  totalmente pronta. Sofro, tenho recaidas, mas faz parte. Sei também que  todos nós em alguma fase de nossas vidas passamos por reformulações, e  isso, não é nada fácil, mas quando se faz necessário,  somos forçadas a aceitar.O 
tempo  sinaliza o momento certo para as mudanças. E aí, sem alternativas, mudamos... E aprendemos a aceitar tudo que estiver em nosso caminho.

        Percebemos então que entre um dia e o outro, existe uma noite no meio, e ela serve para  nos ajudar a refletir 
o melhor jeito para seguir nosso rumo.

     Viver é uma aventura, cheia de surpresas e muitas nuances.ninguém vive só momentos dolorosos, temos muitas coisas boas para agradecer, delícia....

     Mas, a vida é  assim, temos muito o que fazer por aqui, uma caixinha de surpresas e um belo e surpreendente 
 presente.  Aprendemos nas alegrias e na dor.  Devemos   sempre  valorizar a nossa capacidade  de enfrentar todos os desafios  e felizmente, termos a possibilidade de  fazermos as  nossas melhores opções, as que julgamos certas.    Seja em que momento for, a escolha do caminho a seguir é sempre nossa, a responsabilidade  também é  exclusivamente nossa. O que faremos com o bem e com o mal quando bate em nossa porta não podemos delegar,essa tarefa  nos cabe. É assim vamos seguindo um dia de cada vez e sem perder a fé, isso vale muito.

     Muitas vezes de brincadeira, para driblar a emoção que pinta eu cantarolo para me acalmar a música de Rita Lee
" um dia acabo voando"
     

Dóra Helena
09/06/2015


terça-feira, 2 de junho de 2015

segunda-feira, 1 de junho de 2015

SEMPRE ELA, MINHA VIDINHA


     
     
     MALU  está crescendo e eu feliz acompanho seus passos.

     Estou reaprendendo com ela a viver as alegrias da vida. Reformulando  meus conceitos e a maneira de encarar o mundo. Um belo presente que Deus me deu. 

     Menina doce e sapeca, ingênua e metida a entender de tudo, cheia de sonhos e fantasias, tudo próprio da idade. É um mix de informação, sonho e realidade.

     Observadora nos pequenos detalhes, distraida em certos momentos, e descontraída  quando o assunto lhe empolga. Dá boas gargalhadas, mas também emburra quando a coisa não lhe satisfaz.  Aí complica a menininha tem gênio forte, não tem sangue de barata não.

     Adora uma maquiagem, um perfume, uma bolsa, inventar penteados, um " salto" uma jóia ( tudo que brilha para ela é uma bela jóia). Sempre muito vaidosa e seu sonho no momento é ser " estilista". Vive desenhando modelitos. 

     Curte  arte, gosta de ballet, estamos sempre assistindo bons espetáculos, ela presta muita atenção e nesse momento surge a bailarina que já nasceu com ela. Gosta também de  ir ao cinema, teatro, de brincar,  de bonecas e tudo que uma menina de sua idade aprecia. Sim, ela é uma encantadora criança de 9 anos. Embora insista em se denominar uma " pré-adolescente". Vontade de voar no tempo. Quer ser dona de seu nariz.

     Vive criando  vídeos, fotos e mil coisas que pintam na sua cabecinha cheia de muitas idéias. Desenha bem, toca violino, teclado, um sucesso.  Mas, quando inventa se vestir  sozinha a maquiagem e o penteado, affffff.... É um perigo.., e não aceita críticas, o bicho pega... e ainda faz a cabecinha da irmã que a acha o máximo.Fica complicado deixá-las escolherem o guarda-roupa, acessórios e penteados. Mas, no final, com jeitinhos chegamos a um bom acordo.

    Por tudo isso é uma linda criatura, por dentro e  por fora.
     Nós combinamos muito. Ela sempre me surpreende, agora me chama de " Vidona" e diz que me ama, adoro. 
     Conversamos bastante, temos sempre muitos assuntos, rimos, cantamos e  estamos sempre presentes em vários momentos de nossas vidas.  
     
     Vez por outra assistimos  filmes, que ela diz que vai me levar porque vale a pena, que é muito bom. Exemplo:  fui convidada  por ela a assistir MALÉVOLA . Isso realmente me faz  muito feliz. Ela me enche de carinho, quem não gosta?

    Sinto-me privilegiada com tanto amor e sou muito agradecida a Deus por  ter me dado a oportunidade de usufruir de sua gostosa presença em minha vida.

     MALU É DEMAIS!!!!



     






sexta-feira, 20 de março de 2015

" Eu no plural"



     Na vida um dia a gente acaba descobrindo que somos muitas num só  corpo. 
     Temos  nossos momentos,   aqueles
 que nos sentimos super alegres, animadérrimas, descoladas, cordias, simpáticas, resolvidas, práticas  espertas e muito mais.  Percebi, inclusive,  nessa reflexão, um outro lado meu, bem particular, que  vou confessar agora: adoro quando me vejo "insensata", prestem  atenção, a insensatez,   prá mim, funciona como um relaxante muscular na alma, alivia tudinho... Santo remédio, supera qualquer dorflex, podem crer no que estou aqui revelando baixinho , claro, baixinho para não  se espalhar por aí, ok? Vez por outra, um desatino  cai muito bem. Afinal, de que me serviria colecionar títulos e medalhas de mulher perfeita,  farei o que com isso?  Na verdade nem ao menos me trará     uma felicidade à altura do preço que pagarei para ser perfeita aos olhos e julgamentos dos outros. Quero  mesmo é ser correta e justa na medida certa, exageros não servem de parâmetros  para nenhuma avaliação. Portanto, vez por outra me permito uma boa  uma insensatez, e saibam, me sinto muito bem. Vou nas nuvens e depois, volto  ainda melhor, ulalá.


     De contra-partida, o meu outro lado, me deixa muitas  vezes  mais tristinha, pensativa, preocupada, séria, introspectiva, querendo colocar  em ordem os  meus armários e minhas gavetas,  me vejo pensando também em melhorar minha alimentação, cuidar mais de mim, na possibilidade de  mudar como ser humano, de ser  mais pontual,  em praticar yoga , ler mais livros , tentar me atualizar , entrar mais no mundo  novo, no mundo das mulheres  modernas,  bem assim,  isso,  radicalizar mesmo.  Em certos momentos ,sinto  que preciso  e gostaria de  algumas reformas práticas. Na verdade, nem me dei conta ainda  que  já estamos no século XXI, não notei nada de diferente no meu caminhar, é preocupante, claro, preciso  estar no tempo certo, as coisas mudaram ( mudaram?) e eu ainda não senti nenhuma transformação dentro de mim.Isso me causa certa estranheza.

    percebo porém, que tem um  novo modelo de  algumas mulheres mais moderninhas  por aí que  não me cabe: rir  alto,( ser escandalosa), falar cuspindo, andar com salto 15  com calça coladinha, e por aí vai...Definitivamente   isso não combina com meu padrão de comportamento, essa  mulher, nunca serei, com certeza.Nao faz minha cabeça. Aí nem me imagino, rejeito, me recuso. Esse modernismo não quero . 

     Mas reconheço que tenho mil facetas, e dependendo do meu estado de espírito posso mudar meu jeito de encarar a vida, mas, nada tão diferente do que acontece por aí, com a maioria das pessoas. Todos nós oscilamos em alguns momentos. Coisas naturais do ser humano, de acordo com o  estado de espírito , a  nossa cabeça pode dar uma virada, para melhorar ou piorar, e aí que mora o perigo. Precisamos ficar atentas.

     Na verdade, a minha preocupação é buscar meu bem estar, não me violentar, respeitar meus limites,   Busco selecionar as minhas amizades, ópto pelos programas que me identifico, sei dizer "não" quando não me sinto confortável, não tenho receio de parecer "careta" porque não faço ou não gosto de um monte de coisas que os outros gostam, faço minhas  escolhas, busco minha identidade, mas contudo, sei respeitar , acolher  e admirar a maneira de ser de cada um. Isso é muito importante, penso que  todos devem  ter a liberdade de escolha e fazer dentro do possível, somente o que 
mais gosta. A vida é curta demais e deve ser bem aproveitada. 

     Para concluir, entendo que não sou um modelo único e perfeito, sofro mutações,
vario de humor, passo por crises, me construo a todo instante, tenho tido, felizmente, possibilidades, chances, oportunidades e vontades para me conduzir. Arrisco, enfrento  e crio minha história.
     Pretendo   chegar ao topo da montanha pelo meu próprio mérito, ser  respeitada , espero me sentir  sempre  orgulhosa de minha  vida  e dar orgulho aos que me acompanham nessa viagem. Acredito que estou fazendo valer, que a soma dos meus " eus"estão alcaçando  um belo resultado final. Tudo está valendo, assim espero. Tenho me esforçado para ser uma pessoa do bem.

     Como cantou Caetano: 
" CADA UM SABE A DOR E A DELÍCIA DE SER O QUE É"

Dóra Helena

Rio, 20/03/2015




Dóra Helena

     




     

terça-feira, 3 de março de 2015

Meu Oscar





    Não vou entrar na questão do melhor filme de minha vida,  o que mais me agradou, porque  já assisti excelentes filmes  e em diversas categorias .Sempre fui assídua frequentadora das salas de cinema,  desde pequena ia pelo menos todos os domingos, portanto assisti ótimos e lindos filmes, o que  me impossibita fazer uma honesta escolha do melhor dos melhores. 
Prefiro mantê-los guardados  na minha memória. Até porque  com o passar do tempo, vamos  mudando  e os  nossos critérios se tornam mais seletivos. Na cabecinha de uma criança o nível de exigência nunca será  o tema . A fotografia sempre se sobrepoē ao conteúdo e por isso, tenho um carinho especial por LILI, que assisti quando era ainda pequena. Tinha alegria, colorido, dança, musica e emoção. Perfeito!!!!


     Sou da época que existia censura: livre, 10, 14 e dezoito anos. Era uma tortura, perdi muitos filmes por conta da idade. Depois passei a recorrer a  alguns recursos:  maquiagem, saltinho, fazer pose e  cara e de " gente grande",  mas mesmo assim, fui bastante barrada, voltei muitas vezes  chorando e  toda  borrocada da pintura que colocava  nos olhos para passar por mais velha. Minha companheira era a minha irmã, sempre juntas,  parceiras de cinemas e de uma vida inteira.

     A escolha dos filmes, do cinema, da sessão, da roupa e tudo mais fazia parte da nossa programação. Era muito bom tudo isso. E quando o filme estava passando no bairro de Botafogo a gente arriscava , mesmo sendo impróprio para nossa idade. Nos bairros  essa questão rolava  bem mais fácil. Mas a qualidade técnica deixava a desejar.O som, geralmente era  bastante prejudicado, mas para arriscar, até valia a pena, vai que dá certo? E muitas vezes deu.
Mas, claro que  havia muita diferença entre filmes  exibidos na Cinelândia ou em Copacabana, onde  se curtia uma bela imagem e um som maravilhoso.  Na medida que nós fomos  crescendo, fomos   apurando  certos  detalhes, gostávamos da história, da fotografia, música e do conforto de uma boa sala onde tudo era luxuoso. Naquela época, assistir um filme, era um programa, um evento aguardado ansiosamente por todos.
   
   Os cinemas ficavam lotados, não tinha lugar marcado, não se comprava ingressos com antecedência, não existia internet.  Para se assistir um a fita de sucesso, era super complicado, tínhamos que chegar cedo, as filas eram imensas, e a sala de espera quase uma tortura. Era desse jeito... E a gente curtia tudo isso, quanto melhor o filme mais concorrido.
     
   Nos cinemas de bairros, denominados popularmente de " poeiras",  a questão da idade, rolava mais leve, , faziam vista grossa, mas na antiga Cinelândia,  e em Copacabana não  davam  a menor chance, cobravam logo a certidão de nascimento e  aí, nem com um crédito de DEUS, eles  cediam. Um dos filmes que perdi  e chorei muito foi o "Balanço das Horas",  com Elvis Presley,  um  dos  meus primeiros ídolos. Isso se deu justamente  na minha fase de  começar a  receber  convites para as festinhas  e muitas  das minhas amiguinhas  eram  mais velhas  e ai,  me sentia deslocada, e as consideravam " exibidas".  Elas já entravam nos filmes proibidos para menores de 14 anos. E ficavam comentando  os filmes,  hummm... eu quase morria, nessa época, ainda estava frequentando curso primário. Eu  pirava, enlouquecia, se pudesse avançar no tempo, era tudo que  mais desejava, crescer logo, deixar  de ser a menina que eu era para trás ,  naquela época eu achava que tudo era lento demais, parecia que o tempo não passava, era   uma eternidade. Rezava para chegar aos 14 e 18 anos, nessa fase, a gente tem muita pressa mesmo. 

     Um dos filmes  proibidos para menores de 14 anos que consegui assistir foi o da Merilyn Monroe " Quanto mais quente Melhor" no cinema do meu bairro. Foi um espetáculo!!! Me senti nas nuvens, nem acreditei, milagre!!!! Nem preciso dizer que amei estar ali,  foi tudo de bom, me senti a tal. Sapato de saltinho, maquiagem, franjinha de lado e no lugar do rabo de cavalo, um coque tipo banana, kkkk, ridícula...mas feliz.

     Quando era mais nova, não era muito exigente na escolha do tema,  mas nunca gostei de filmes de bang -bang( faroeste) e de suspense, dos demais eu curtia todos. Vi muitas comédias românticas e muitos musicais. Vibrava,  bons tempos.

     Mas, o meu Oscar eu daria para o filme que mais  me marcou na infância. Talvez , se o assistisse agora,  nem acharia essa maravilha toda. Na ocasião, eu ainda não conseguia ler a legenda, daí criei uma história à parte, lembro que  tinha  bela música, passarinhos e uma dócil criatura (Leslie Caron), que fugiu de casa e foi parar num circo e  lá fez a sua moradia.Ainda me lembro do cine Plaza, na Cinelândia, da fila enorme, da nossa acompanhante, a madrinha de minha irmã. Tenho  ainda na lembrança a música,  e a beleza do cenário.  Para mim,  foi " o Filme" e com todo respeito,  eu ofereço  o meu OSCAR  particular  a atriz Leslie Caron . Por sua belíssima interpretação neste filme, ( 1953), foi indicada para o Oscar como melhor atriz, ela era  também cantora e bailarina e embora não tenha sido  a eleita para o
OSCAR, esse filme , abriu as portas para o sucesso de sua carreira.  E me fez ir às nuvens, saí feliz demais.

     Vendo   agora as fotos de Leslie Caron, me lembrei que segui seus cortes  de cabelo e penteados, coisas de jovem  que curte o seu ídolo .Sim, eu cresci admirando- a como atriz e continuei vendo seus filmes com muito interesse.

     Pesquisei  recentemente sobre sua vida e suas obras e agora posso afirmar  com certeza, que  ela foi reconhecidamente uma talentosa atriz.  Leslie Caron foi merecedora de todo o seu sucesso, fez bonito no cinema e na vida. E para ela que tanto bem me fez, meu eterno carinho. Sempre presente e viva na minha imaginação. Faleceu em 13 de agosto de 1982., aos 71 anos. Deve estar no meio  das estrelas, lá é o seu lugar.
   

     Hi Lili, hi Lili, hi ló


Dora Helena
23/02/2015